Carcinoma tubular invasivo: Saiba o que é e como tratar

Considerado um tipo raro de câncer de mama, o carcinoma tubular invasivo corresponde a um tumor pouco agressivo. Ele acomete cerca de 1% a 2% das mulheres com idade mais avançada. E quando diagnóstico precocemente possui chance de cura de até 100%.

Acompanhe esse artigo até o final e aproveite para esclarecer suas dúvidas sobre carcinoma tubular invasivo. Confira!

Principais características do carcinoma tubular invasivo

Basicamente é um tumor composto por 90% de estruturas tubulares. Ou seja, grande parte da sua estrutura é formada por tecido similar ao das mamas.

Além disso, este tumor possui baixo índice de proliferação celular, não promove alterações nos linfonodos. E apresenta positividade para receptores hormonais, tanto de estrogênio, quanto de progesterona. Ou seja, estes receptores favorecem o crescimento e a progressão das células cancerosas. Por isso, realizar um diagnóstico prévio é fundamental para elevar as chances de cura nesses casos.

Diagnóstico do carcinoma tubular invasivo

O diagnóstico do carcinoma tubular invasivo pode ser feito através do exame de mamografia e biopsia do tumor. Em alguns casos, o exame de toque também pode identificar a presença de massas palpáveis.

Existem casos que o material retirado na biopsia não é suficiente para definir um diagnóstico preciso desse tipo de carcinoma. Isso porque, dependendo da quantidade disponível para análise, as vezes não é possível distinguir este carcinoma, de uma lesão esclerosante complexa, por exemplo.

Sendo assim, caso isto aconteça, a abordagem mais adequada é retirar a lesão cirurgicamente, para evitar riscos futuros.

Tratamento

O tratamento mais indicado para o carcinoma tubular invasivo é a cirurgia. Ela é feita com o objetivo de retirar todo o tumor cancerígeno. Se porventura a lesão for pequena, então recomenda-se a cirurgia de quadrantectomia.

Esta cirurgia remove o tumor preservando grande parte do tecido mamário. Ou seja, sua eficiência é equivalente a uma mastectomia, mas esta cirurgia oferece menor dano físico ao paciente.

Via de regra, a mastectomia é uma cirurgia que se indica para remoção de grandes lesões ou então tumores múltiplos. Mas, dependendo do caso, havendo um tumor grande, pode-se iniciar o tratamento com medicações para reduzir as dimensões do tumor e torná-lo viável para remoção por quadrantectomia.

Fora a cirurgia para retirada do carcinoma tubular invasivo, também se realiza a avaliação dos linfonodos da axila através de biopsia. Em algumas situações, quando a biopsia é insuficiente, promove-se então uma linfadenectomia, que consiste na retirada de todos os linfonodos.

Além disso, no caso do tratamento do carcinoma tubular invasivo com mastectomia, a paciente pode realizar a reconstrução mamária sem comprometer a cura do problema. Essa reconstrução pode ser feita utilizando expansores de tecido ou então próteses de silicone.

Tratamentos complementares

Fora a cirurgia, o tratamento complementar com quimioterápicos, bloqueadores hormonais e radioterapia são necessários. Isso porque, mesmo retirando o tumor, existem resquícios tumorais microscópicos que podem permanecer. Com isso, o tratamento complementar serve para eliminar completamente qualquer vestígio do problema.

Realizando o tratamento e acompanhamento adequado, as mulheres com carcinoma tubular invasivo podem viver normalmente como qualquer outra mulher sem câncer de mama!

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